sábado, 22 de novembro de 2014

AS SETE CARTAS DE APOCALIPSE - LIÇÃO X – A CARTA À IGREJA DE SARDES



1  Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.
2  Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus.
3  Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti.
4  Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas.
5  O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.
6  Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas (Ap 3.1-6).

A cidade de Sardes: A cidade antiga de Sardes, hoje apenas ruínas perto da atual vila de Sarte na Turquia, considerava-se impenetrável. Foi situada numa rota comercial importante no vale do Hermo, com a parte superior da cidade (a acrópole) quase 500 metros acima da planície, nos rochedos íngremes do vale. Era uma cidade próspera, em parte devido ao ouro encontrado no Pactolos, um ribeiro que passava pela cidade. A cidade antiga fazia parte do Reino Lídio. Pela produção de ouro, prata, pedras preciosas, lã e tecido se tornou próspera. Os lídios foram o primeiro povo antigo a cunhar regularmente moedas. Em 546 a.C., o rei lídio, Croeso, foi derrotado pelos persas (sob Ciro o Grande). Soldados persas observaram um soldado de Sardes descer os rochedos e, depois, subiram pelo mesmo caminho para tomar a cidade de surpresa durante a noite. Assim, a cidade inexpugnável caiu quando o inimigo chegou como ladrão na noite! Em 334 a.C., a cidade se rendeu a Alexandre o Grande. Em 214 a.C., caiu outra vez a Antíoco o Grande, o líder selêucida da Síria. Durante o período romano, pertencia à província da Ásia, mas nunca mais recuperou o seu prestígio. Era uma cidade com um passado glorioso e um presente de pouca importância em termos políticos e comerciais. 

1 – A apresentação de Jesus à Igreja de Sardes

Jesus se apresenta conforme o problema detectado na Igreja. Qual era o problema da Igreja de Sardes? A Igreja de Sardes era aquela Igreja que tinha o nome de que vivia, mas estava morta. Era uma Igreja que vivia de aparências. Tinha a aparência de uma Igreja avivada, de uma Igreja que celebrava com entusiasmo, mas estava morta. Ela mesma tinha uma alta opinião de si mesma: tem nome de quem vive. Talvez, entre as Igrejas da Ásia, era uma Igreja considerada grande e muito importante. E como Jesus se apresenta a uma Igreja com este perfil?

A – Jesus se apresenta como aquele que tem os sete Espíritos de Deus

1  Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus ...

Duas vezes vemos aqui o número sete e o número sete na Bíblia representa a totalidade e a perfeição divina. Portanto, a apresentação de Jesus vem a significar que Ele sabe tudo e vê tudo. Significa que nada em Sardes estaria escondido de sua visão e de seu conhecimento. Encontramos esta apresentação em outro texto:

5  Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e, diante do trono, ardem sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus.
6  Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra (Ap 4.5,6).

Às vezes aproveitamos a oportunidade de estarmos longe dos olhos das pessoas, do pastor, dos presbíteros, da esposa, do esposo, dos pais para fazermos coisas erradas e nos esquecemos que sempre vivemos diante daquele que vê tudo e sabe de todas as coisas. Podemos esconder nossos pecados dos homens, mas jamais os ocultamos de Deus.

B – Jesus se apresenta como aquele que tem as sete estrelas

1  Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem ... as sete estrelas...

A apresentação de Jesus não significa somente que Ele a tudo vê e sabe, mas significa também que Ele controla todas as coisas, que Ele tem sob a sua poderosa mão o controle de tudo. Ele segura os mensageiros das Igrejas na sua mão direita.

16  Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força (Ap 1.16).
20  Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas (Ap 1.20).

A apresentação de Jesus significa que Ele sabe, que Ele vê e, portanto, Ele pode julgar e pode até mesmo corrigir conforme a sua infinita sabedoria.

C – Jesus se apresenta como aquele que conhecia as obras daquela Igreja

1  Ao anjo da igreja em Sardes escreve:  Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.

Depois de dizer que conhece tudo e que nada pode ser ocultado de suas vistas, Jesus diz àquela igreja: Conheço as tuas obras. Como nas outras cartas, aquele que estava no meio dos candeeiros conhecia perfeitamente as obras e os corações das Igrejas. Na Igreja de Tiatira, estas palavras tinham um ar de elogio:

19  Conheço as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança e as tuas últimas obras, mais numerosas do que as primeiras.

Aqui em Sardes, estas mesmas palavras tem ar de censura, de reprovação, pois Jesus prossegue dizendo:

1  ... Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.

Esta frase ilustra perfeitamente a diferença entre reputação e caráter. A reputação é a fama da pessoa, o que os outros acham que ela é. O caráter é a essência real da pessoa, o que realmente ela é. As outras pessoas podem ver somente por fora, mas Jesus vê o homem interior e sonda os corações. Ele não pode ser enganado por ninguém. A Igreja de Sardes tinha a reputação de ser ativa e viva, mas Jesus sabia que estava quase morta.
Interessante observar que todas as demais Igrejas estavam sofrendo perseguições, Éfeso, Esmirna, Pérgamo, mas em Sardes Jesus não fala de perseguição, nem de conflitos com os judeus. Jesus também não cita nenhum caso de falsos mestres seduzindo o povo ao pecado, como em Pérgamo e Tiatira. Jesus fala de uma Igreja aparentemente em paz e tomada por indiferença e apatia. A boa fama não ocultou a verdadeira natureza desta congregação dos olhos do Senhor.
Sardes era uma Igreja morta espiritualmente. Somente quem tem o Espírito Santo na sua plenitude (pois os sete Espíritos de Deus significa o Espírito Santo em sua plenitude) pode trazer solução para a vida desta Igreja. Para a Igreja apática espiritualmente, para a Igreja morta espiritualmente a única solução é o reavivamento espiritual. Somente o sopro do Espírito, somente aquele que pode dar o Espírito é que pode tirar esta Igreja da estagnação espiritual.
Frequentemente julgamos os outros pela aparência. Jesus julga os corações. Ele vê o caráter verdadeiro de cada pessoa e de cada Igreja. Quando enviou esta carta ao mensageiro da Igreja em Sardes, Jesus contrariou a impressão popular daquela Igreja. Apesar de ter a reputação de uma Igreja forte e ativa, Jesus viu as falhas e sabia que aquela congregação já estava quase morta e se ela não voltasse a viver seria tomada de surpresa, porque seu Senhor voltaria como um ladrão. 

2 – A apreciação de Jesus à Igreja de Sardes

O que Jesus aprecia naquela Igreja?

A – Jesus aprecia àqueles que não contaminaram as suas vestiduras

4  Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras...

No meio de uma Igreja quase morta, Jesus encontrou algumas pessoas fiéis! Este fato nos lembra de que o julgamento final será individual.

10  Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo ( 2 Co 5.10).

Embora as cartas fossem destinadas às sete Igrejas, as mensagens precisavam ser aplicadas na vida de cada discípulo de cada membro da Igreja, pois a salvação não é coletiva, ela é individual, assim como o acerto de contas com Deus também será de forma individual.
A apreciação de Jesus nos ensina que as pessoas que vivem no pecado não podem ter vestiduras brancas, pois são desobedientes à Palavra de Deus.
Quem é a Igreja? São os crentes e em uma mesma comunidade você tem gente andando com Deus e tem gente descuidada com sua vida espiritual. Na mesma Igreja você tem gente buscando a Deus com todo fervor e tem gente que está frio, vazio, seco espiritualmente. Lá em Pérgamo, Jesus disse:

14  Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição.
15  Outrossim, também tu tens os que da mesma forma sustentam a doutrina dos nicolaítas (Ap 2.14-15).

Nem todos os de Pérgamo sustentavam a doutrina de Balaão. Havia lá gente fiel, crente, piedosa, mas tinha também gente que estava se desviando, se apostatando, que estava abandonando ao Evangelho. Outro exemplo disso é a Igreja de Tiatira:

20  Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos (Ap 2.20).
24  Digo, todavia, a vós outros, os demais de Tiatira, a tantos quantos não têm essa doutrina e que não conheceram, como eles dizem, as coisas profundas de Satanás: Outra carga não jogarei sobre vós;

Nem todos os crentes em Tiatira estavam sendo seduzidos pela falsa profetiza Jezabel, de tal maneira que na Igreja de Tiatira havia gente andando com Deus e gente se desviando de Deus. Também aconteceu na Igreja de Sardes:

4  Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas.

Jesus faz uma avaliação da Igreja e diz que ela tem a fama de quem está viva, mas está morta. Entretanto, tem alguns que não contaminaram as suas vestes, pois havia alguns que estavam vivendo uma vida santa, pura, digna de Deus.

B – Jesus recompensará àqueles que permaneceram fiéis

4  ...  e andarão de branco junto comigo ...

Esta promessa é estendida a todos os fiéis em todos os tempos:

14  Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas (Ap 22.14).

E muitos são alcançados pela graça de Deus:

9  Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos;
13 Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram?
14  Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro,
15  razão por que se acham diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo.
16  Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum,
17  pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima (Ap 7.9, 13-17).

Hoje, aqui na terra, temos a oportunidade de lavar as nossas vestiduras no sangue do Cordeiro e termos as manchas do pecado removidas. E no futuro, no céu, aqueles que lavaram as suas vestes no sangue de Jesus andarão com Ele de vestiduras brancas, representando a vitória final sobre o pecado.

C – Jesus considera os fiéis pessoas dignas de Seu nome

4  ...   pois são dignas.

Estes fiéis são dignos, não por mérito próprio, mas por serem pessoas salvas pela graça, pessoas que andam nas boas obras determinadas por Deus. Isso nos lembra o que nos diz o autor de Hebreus quando fala dos mártires do passado:

37  Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados
38  (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra (Hb 11.37, 38).

A Igreja nunca deixou de produzir seus mártires, homens que valorizaram sua fidelidade até mesmo ante a morte, homens dos quais o mundo não era digno.

3 – A reprovação de Jesus à Igreja de Sardes

2  ... porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus.

Para ter a reputação de ser uma Igreja viva, parece que ainda havia alguma atividade em Sardes. O problema não foi a ausência total de obras, mas a falta de integridade delas. É possível defender a doutrina de Deus sem amar ao Senhor. Vimos isso na Igreja de Éfeso. É possível obedecer aos mandamentos de Deus sem inteireza de coração. É possível fazer coisas certas com motivos errados. Os homens podem ver as obras, mas Deus vê as obras e os corações.
Jesus disse que alguns crentes daquela Igreja não estavam andando com vestes limpas e que suas obras não eram integras na presença dele.

4 – A exortação de Jesus à Igreja de Sardes

É dura e urgente a exortação de Jesus àquela Igreja:

A – Jesus exorta àquela Igreja a ser vigilante

2  Sê vigilante ...
3  ... se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti.

Por falta de cuidado, Sardes caiu aos seus inimigos. Espiritualmente, discípulos e igrejas caem por falta de vigilância. Muitas passagens no Novo Testamento frisam a importância da vigilância, pois nossos inimigos nos ameaçam:

8  Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar (1 Pd 5.8).

Não devemos descuidar. O bom soldado toma a armadura de Deus e vigia constantemente com perseverança e oração. 
Tinha membros desta Igreja que estava vivendo uma vida de desobediência, de impurezas, de vestes sujas, aí Jesus fala para ela o seguinte: Se vigilante, porque virei como um ladrão.
A figura de um ladrão encontrando pessoas despreparadas é comum nas Escrituras. Jesus empregou esta ideia várias vezes no seu trabalho entre os judeus e os apóstolos imitaram este exemplo nas suas cartas. Em Apocalipse, Jesus promete vir como ladrão, encontrando despreparadas as pessoas que não vigiam. 

B – Jesus exorta àquela Igreja a consolidar o resto que estava para morrer

2  ... e  consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus.

Vemos aqui uma última tentativa de resgate. A Igreja em Sardes estava quase morta, mas ainda havia uma esperança e uma oportunidade de salvar alguns, ou talvez até de reavivar a congregação. 

C – Jesus exorta àquela Igreja a arrepender-se

3  Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te ...

A Igreja precisava lembrar as grandes bênçãos recebidas e voltar a valorizar a sua comunhão com Deus. Para nos firmar na fé, temos que lembrar do que temos recebido. Não é por acaso que a Ceia do Senhor foi dada como a celebração central das reuniões dos cristãos. Quando lembramos da morte de Jesus, do sacrifício que Ele fez por nós, ficamos mais firmes em nossos passos rumo ao céu. Mas não é suficiente lembrar das coisas que ouvimos; precisamos guardar as palavras do Senhor. O evangelho não é apenas para ouvir; é para ser vivido e obedecido. No caso do povo desobediente de Sardes, teriam de se arrependerem para voltar à obediência. 
O remédio para a Igreja é a Palavra. O que a Igreja precisa fazer para restaurar sua vida é compreender que Jesus está no meio dela, que Jesus é o remédio para ela e que a salvação, o caminho e a solução é voltar para a Escritura, para a Palavra de Deus.
A Igreja nunca deve se esquecer do que recebeu e ouviu do Senhor Jesus. E se ela vier a se esquecer, ela deve voltar-se para a Palavra de Deus, voltar-se para a Bíblia, voltar-se para as Escrituras Sagradas.

5 – A promessa de Jesus à Igreja de Sardes

E quais são as promessas de Jesus à Igreja de Sardes?

A – Jesus promete vestir ao vencedor de vestiduras brancas

5  O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas ...

A mesma promessa feita aos puros em Sardes se aplica ao vencedor. Terá vestiduras brancas de pureza e vitória. As pessoas de vestiduras brancas participam da grande festa das bodas do Cordeiro. 

B – Jesus promete não apagar o nome do vencedor do Livro da Vida

5  ... e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida ...

O Livro da Vida é mencionado várias vezes na Bíblia. Jesus disse que os nomes dos vencedores não seriam apagados deste livro. Em contraste, os que rejeitam a Palavra de Deus e servem a falsos mestres e adoram a falsos deuses não tem seus nomes escritos no Livro da Vida. No julgamento descrito no capítulo 20 de Apocalipse, são condenados ao lago de fogo os que não constavam seus nomes no livro da vida. Por outro lado, na cidade iluminada pela glória de Deus, somente entram aqueles cujos nomes estão inscritos no Livro da Vida. 
Jesus disse que alguns deles estavam mortos. Quando uma pessoa morre você vai ao cartório e tira um atestado de óbito. O nome dele não consta mais no rol dos vivos, o nome dele passa a constar no rol de mortos. Jesus está dizendo que para uma Igreja que era considerada morta espiritualmente, os vencedores, os que não se contaminaram terão seus nomes escritos no Livro da Vida e ninguém poderá apagar este nome do Livro da Vida.

C – Jesus promete confessar o nome do vencedor diante do Pai

5  ... pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.

Jesus prometeu confessar diante do Pai todo aquele que confessa o nome dele diante dos homens. Mas prometeu também negar os nomes daqueles que se envergonharem dele diante dos homens.

32  Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus;
33  mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus (Mt 10.32,33).

Conclusão

O processo de morte de uma Igreja pode acontecer lentamente, passando quase despercebido. As próprias pessoas na congregação, como outras pessoas olhando de fora, podem achar que esteja tudo bem. Jesus, porém, julga os corações e conhece o estado verdadeiro de cada Igreja e de cada discípulo. Quando Jesus nos chama para ouvir, devemos prestar atenção!

Luiz Lobianco

luizlobianco@hotmail.com